Por Adelmo Rocha | 29/10/2025. Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2025 –
Enquanto Lula negocia com Trump (27/10, Kuala Lumpur), a direita brasileira
enfrenta seu maior obstáculo: o próprio clã Bolsonaro. Como destacado no artigo
anterior, a falta de diálogo com as camadas populares favorece o PT. Agora, com
Eduardo Bolsonaro exilado e Michelle focada no Senado, a oposição se divide e
pavimenta o caminho para Lula em 2026.
Eduardo: O Obstáculo Radical
Eduardo, exilado nos EUA após um inquérito aberto por Alexandre de Moraes, rejeita nomes como
Tarcísio ou Michelle, insistindo no pai ou em si mesmo para a disputa
presidencial. “Só Jair representa a luta”, afirmou à CNN (27/10). No X,
critica: “Tarcísio é Centrão” (@BolsoLivre22). Essa postura fragmenta a base
mais radical (30%), que passa a boicotar os candidatos moderados.
Michelle: Unidade Familiar, Sacrifício Político
Michelle opta por disputar o Senado pelo DF (45% de intenção de voto, segundo o
Datafolha) para evitar um confronto direto com Eduardo. “Quero causas sociais,
não a Presidência”, declarou ao Telegraph (24/09). No X, @BiboNunesPL elogia:
“Michelle une sem dividir”. Contudo, sua ausência na corrida presidencial
enfraquece a articulação da direita.
Lula e a Vantagem Final
Com 50% de aprovação (AtlasIntel), Lula se beneficia da fragmentação da
oposição. As tarifas, responsáveis por uma perda de US$ 5 bilhões, são
atribuídas à “direita extremista”, como reforçou no X (@JanonesOficial). Sem
anistia — já que Trump mantém as sanções, segundo o InfoMoney —, Jair Bolsonaro
permanece inelegível, e Lula avança para 2026.
Esta série continuará acompanhando as negociações entre Lula
e Trump e seus impactos no cenário nacional.

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