Crise tarifária entre Trump e Brasil: apostas, riscos e os bastidores da disputa eleitoral de 2026

Crise tarifária entre Trump e Brasil: apostas, riscos e os bastidores da disputa eleitoral de 2026

Por Adelmo Rocha | Salvador, 29 de outubro de 2025 – O impasse do tarifaço sobre produtos brasileiros (petróleo, café, laranja, aço) compromete exportações e investimentos, elevando o chamado “risco Brasil” e dificultando a confiança internacional. A tramitação do projeto que pode revogar tarifas no Senado americano ainda depende de votação na Câmara, o que mantém a economia nacional em alerta (G1 Globo).

Risco político para a direita bolsonarista: aposta fragilizada

A direita bolsonarista apostou nas tarifas impostas por Trump como pressão sobre Lula e STF. Com a aprovação da revogação das taxas no Senado dos EUA e sinal de divisão entre republicanos, a estratégia enfraquece. Mesmo entre a base radical, analistas apontam perda de confiança de que Trump possa intervir eficazmente na situação de Bolsonaro (Gazeta do Povo).

Vantagens para Lula: articulação internacional e fortalecimento no Brasil

Ao negociar diretamente com os EUA pelas vias diplomáticas, Lula reforça a imagem de liderança capaz de dialogar internacionalmente, mesmo com adversários históricos. Com avanços no diálogo comercial, o presidente pode apresentar resultados positivos e fortalecer sua base para o pleito de 2026 (CNN Brasil).

Ponto crítico: Alexandre de Moraes, alvo de sanções e pivô da crise

No centro do imbróglio político está Alexandre de Moraes, ministro do STF e responsável pelo julgamento que tornou Bolsonaro inelegível. A extrema-direita pressiona por sanções internacionais contra Moraes, acusando-o de governar “por decisões judiciais” e impedir candidaturas. O embate reacende discussões sobre os limites da Justiça Eleitoral e a segurança institucional (Carta Capital).

Eduardo Bolsonaro nos EUA: disputa e divisão na direita

Autoexilado nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro articula sua candidatura à Presidência para 2026, caso o pai siga inelegível. Rejeita abertamente a possibilidade de apoiar Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro, insistindo: é ele ou o pai. Essa disputa interna escancara a fragmentação do bolsonarismo, enquanto o Centrão busca alternativas mais palatáveis aos segmentos conservadores (A Pública).

Comentário

Entre ameaças tarifárias, divisões no campo da direita e embates judiciais históricos, o Brasil se encaminha para uma eleição marcada por incertezas e reconfiguração política. Enquanto Lula busca dividendos diplomáticos, Eduardo Bolsonaro acirra o racha do seu campo, e Moraes segue influenciando os rumos da suposta democracia nacional.


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