Eleições 2026: 70% dos Bolsonaristas Migrariam para Tarcísio contra Lula?

Eleições 2026: 70% dos Bolsonaristas Migrariam para Tarcísio contra Lula?

Por Adelmo Rocha | 28/10/2025. São Paulo, 28 de outubro de 2025 – Com as negociações entre Lula e Trump avançando em Kuala Lumpur, iniciadas ontem (27/10) após o encontro na Cúpula da ASEAN, a direita brasileira enfrenta um dilema: a ala radical bolsonarista, que representa 30% da base, estaria disposta a apoiar Tarcísio de Freitas contra Lula em 2026? Como destacado no artigo anterior, a divisão entre moderados e radicais enfraquece a oposição. Uma pesquisa recente sugere que a maioria pode migrar, porém a fragmentação do campo conservador permanece como risco relevante.

O Cenário Eleitoral

Tarcísio, governador de São Paulo, lidera a direita com 30% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42% de Lula (Paraná Pesquisas, 27/10). Em um eventual segundo turno, a disputa é acirrada, com Tarcísio marcando 44% contra 46% de Lula. Pesquisas da Quaest apontam que 70% a 80% dos eleitores de Jair Bolsonaro em 2022 migrariam para Tarcísio, motivados por sua gestão (obras e redução de impostos) e pelo apoio do Centrão (PP, Republicanos). Nas redes, Tarcísio recebe elogios: “Nosso futuro contra o PT” (@PoliticaSemFim, 27/10).

A Resistência Radical

A ala radical (30%), fiel ao clã Bolsonaro, resiste à transferência de votos. Eduardo Bolsonaro, exilado nos EUA, critica Tarcísio por ser "morno" e insiste em sanções Magnitsky para "libertar" Jair (CNN, 27/10). No X, @CriptoPatriota (27/10) declara: “Tarcísio é Centrão disfarçado, prefiro abstenção”. Essa movimentação pode resultar em 25% de abstenção entre os radicais, segundo a Quaest, favorecendo Lula.

Lula e a Vantagem

Com 55% de aprovação nas classes C/D, beneficiadas pelo Bolsa Família (que atende 32 milhões de famílias), Lula tira proveito da fragmentação opositora. “A direita se destrói sozinha”, afirmou uma fonte do PT (Folha, 27/10). As negociações com Trump, que por enquanto mantêm as sanções (InfoMoney, 27/10), reforçam a narrativa petista de “estabilidade”.

No próximo: E se a direita radical mudasse? Uma virada para conquistar os menos favorecidos, classe C/D.

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